Memória descritiva

Logo no 1.º período, a nossa professora de Português da Turma Mais divulgou os concursos existentes para comemoração do Centenário da República e nós escolhemos a criação de um blog. O nosso trabalho centrou-se na pesquisa em diversas fontes, bibliográficas e outras, de modo a apresentarmos alguns aspectos desse período histórico que nos pareceram pertinentes. Findo o período de permanência na Turma Mais, continuámos a desenvolver actividades de pesquisa e tratamento da informação em conjunto, mas sentimos alguma dificuldade em assegurar a anterior regularidade, porque pertencemos a turmas diferentes e foi complicado arranjar momentos de trabalho em comum. No entanto, consideramos que o balanço é positivo: aprendemos, partilhámos conhecimentos, divertimo-nos e contamos voltar a participar em actividades semelhantes.

           Os alunos da Turma Mais e a sua professora

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História de Portugal de Tomás de Barros

A visão deste manual, da década de 50 e destinado à 4.ª classe do ensino primário, sobre o Ultimato britânico e a posição de D.Carlos:

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Medidas da 1.ª República

Medidas da implementação da República

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CARBONÁRIA

Como em quase toda a parte, também em Portugal a Carbonária foi muitas vezes uma associação paralela à Maçonaria (embora nem todos os maçons fossem carbonários). “Sociedade secreta essencialmente política”, adversa do clericalismo e das congregações religiosas, tendo por objectivo as conquistas da liberdade e a perfectabilidade humana, impunha aos seus filiados “possuirem ocultamente uma arma com os competentes cartuchos”. Contribuía directa e indirectamente para a educação popular e assistência aos desvalidos. “Tinha uma hierarquia própria, em certos aspectos semelhante à maçonaria, tratando os filiados por “primos”. Os centros de reunião e aglomerações de associados chamavam-se, por ordem crescente de importância, “choças”, “barracas” e “vendas”. A Carbonária Portuguesa, à qual pertenceram pessoas da mais elevada categoria social, parece ter sido estabelecida em 1822 (ou 1823) “por oficiais italianos que procuravam, por meio de sociedades secretas, revolucionar toda a Europa Meridional”. Até 1864 a sua intervenção fez-se sentir em muitos momentos críticos da vida nacional, pois todos os partidários políticos possuíam a sua carbonária. Depois de longo marasmo, desaparecem completamente. A indignação nacional suscitada pelo afrontoso ultimato da Inglaterra (1890) e as desastrosas consequências da revolta de 31 de Janeiro de 1891, com o seu cortejo de prisões, deportações e perseguições de toda a espécie, arrastaram a mocidade académica para as sociedades secretas. Mas foi em 1896 que surgiu a última Carbonária portuguesa, sendo completamente diferente das anteriores : diferente organização, ritual e até processos de combater. Foi seu fundador o grão-mestre Artur Duarte Luz de Almeida. A sua influência exerceu-se de maneira intensiva em quase todos os acontecimentos de carácter político e social ocorridos no País, nomeadamente naqueles que tinham em vista defender as liberdades públicas ameaçadas e combater o congreganismo e os abusos do clero. Tendo participado grandemente nos preparativos do movimento revolucionário de 28 de Janeiro de 1908, que abortou, a sua acção tornou-se depois decisiva para a queda da Monarquia, mais acentuadamente a partir de 14 de Junho de 1910, quando, a propósito de apressar a revolução, em perigo pelo número crescente de civis presos e militares transferidos, a Maçonaria nomeou uma comissão de resistência encarregada de coadjuvar a implantação da República por uma colaboração mais activa com a Carbonária. A fragmentação do Partido Republicano, sobrevinda ao advento do novo regime político nacional, tornou inevitável a extinção da Carbonária portuguesa, tendo depois, até 1926, resultado infrutíferas todas as tentativas feitas para o seu ressurgimento.

( Dicionário de História de Portugal, 4 volumes, SERRÃO, Joel (ed.lit.), 1ªedição, Lisboa, Iniciativas Editoriais, volume I, 1963-1971, pp.481-2 )

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Apresentação

Olá, eu sou o Bruno, tenho 12 anos, o meu aniversário é no dia 28 de Fevereiro.
Sou um rapaz extrovertido, divertido, brincalhão, inteligente.
Gosto de estar com os meus amigos, gosto de ler, praticar desporto: bicicleta, futebol, natação, patins em linha…
Enfim… ESTOU AQUI PARA GANHAR…
FORÇA PESSOAL!!!!!

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A proclamação da República

Portugal entrou no século XX com atraso face aos outros países da Europa e tal atraso foi encarado com pessimismo pelas elites intelectuais. O forte sentimento de decadência e a crítica das instituições monárquicas obtiveram um forte impacto na opinião pública. A modernização do país não enganou a pobreza e o atraso. Este clima de crise fornece força e legitimidade a um novo movimento regenerador que anunciava a República como solução para os males de que Portugal padecia. A perda de confiança na monarquia e a destruição do consenso relativamente às regras de jogo parlamentar e governativo são as principais consequências desse sentimento de crise. A agudização dos conflitos políticos e sociais, a partir de 1906, coloca os republicanos no centro da alternativa ao regime. A intumescência do movimento anti-monárquico, a partir de meados de 1907, é inseparável da iniciativa régia de chamar ao governo um chefe dissidente, João Franco, e de lhe possibilitar, um ano mais tarde, a ditadura. Neste clima de ausência de liberdade de imprensa e de perseguições políticas, o protesto contra a ditadura atinge o Rei e a Monarquia. Surgem as primeiras acções populares de rua e a preparação de ataques bombistas. A 1 de Fevereiro de 1908, D.Carlos e o seu filho mais velho, Luís Filipe, são assassinados a tiro. Fundada em 1895, a Carbonária Portuguesa será o principal instrumento de organização e acção pró-revolucionária. Tratava-se de uma sociedade secreta, inspirada no modelo da congénere italiana. A ditadura de João Franco favoreceu o crescimento da Carbonária e deu azo às suas primeiras acções e contactos com o Partido Republicano. Ao longo do segundo semestre de 1908 e do primeiro de 1909, a Carbonária infiltrou-se nas Forças Armadas e integrou diversos grupos anarquistas. Foi ficando claro que a revolução, a fazer-se, não poderia ser dirigida exclusivamente pelo Partido Republicano. Seria necessária a intervenção das unidades navais. Esta necessidade determinou a escolha da madrugada de 4 de Outubro para o início das operações. As coisas não correram bem, na noite do dia 3, dado que a coordenação do plano militar falhou e a revolução esteve seriamente comprometida, logo na madrugada do dia 4. Alguns dirigentes do Directório chegaram a reconhecer a derrota e o próprio Cândido dos Reis, chefe militar da revolta, pôs termo à sua vida. Ao invés da maioria dos oficiais, o guarda-marinha Machado Santos, com alguns sargentos e cadetes, optou por resistir. Era membro da Carbonária e, de facto, foram os grupos civis armados da Carbonária que, ao longo da manhã do dia 4, impediram o estrangulamento da insurreição. Ao fim do dia 4, a relação de forças invertera-se. O Rei foge de Lisboa para Mafra e daqui para a Ericeira, de onde parte para Inglaterra. Cerca das 10h do dia 5, a República é proclamada nos Paços da Câmara Municipal de Lisboa (Câmara que o PRP já conquistara nas eleições de Novembro de 1908).

 texto com adaptações consultado em http://www.cidadeimaginaria.org/bib/Portugal10-40.pdf

Revolução portuguesa

Em 1910, em que o

Partido Republicano

Une contra a monarquia.

Bombas nas ruas de

Lisboa mostram revolta e da

Infiltração da

Carbonária nas Forças

Armadas nasce a

 

Proclamação da REPÚBLICA

A revolução republicana eclodiu na noite de 4 de Outubro de 1910. As operações tinham sido organizadas pelo capitão Sá Cardoso e pelos tenentes Helder Ribeiro e Aragão e Melo, oficiais de carreira. Estavam previstos três ataques simultâneos: ao palácio real das Necessidades, onde deveriam prender o rei, ao Quartel-General e ao Quartel do Carmo, onde funcionava o comando da Guarda Municipal.

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