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A proclamação da República

Portugal entrou no século XX com atraso face aos outros países da Europa e tal atraso foi encarado com pessimismo pelas elites intelectuais. O forte sentimento de decadência e a crítica das instituições monárquicas obtiveram um forte impacto na opinião pública. A modernização do país não enganou a pobreza e o atraso. Este clima de crise fornece força e legitimidade a um novo movimento regenerador que anunciava a República como solução para os males de que Portugal padecia. A perda de confiança na monarquia e a destruição do consenso relativamente às regras de jogo parlamentar e governativo são as principais consequências desse sentimento de crise. A agudização dos conflitos políticos e sociais, a partir de 1906, coloca os republicanos no centro da alternativa ao regime. A intumescência do movimento anti-monárquico, a partir de meados de 1907, é inseparável da iniciativa régia de chamar ao governo um chefe dissidente, João Franco, e de lhe possibilitar, um ano mais tarde, a ditadura. Neste clima de ausência de liberdade de imprensa e de perseguições políticas, o protesto contra a ditadura atinge o Rei e a Monarquia. Surgem as primeiras acções populares de rua e a preparação de ataques bombistas. A 1 de Fevereiro de 1908, D.Carlos e o seu filho mais velho, Luís Filipe, são assassinados a tiro. Fundada em 1895, a Carbonária Portuguesa será o principal instrumento de organização e acção pró-revolucionária. Tratava-se de uma sociedade secreta, inspirada no modelo da congénere italiana. A ditadura de João Franco favoreceu o crescimento da Carbonária e deu azo às suas primeiras acções e contactos com o Partido Republicano. Ao longo do segundo semestre de 1908 e do primeiro de 1909, a Carbonária infiltrou-se nas Forças Armadas e integrou diversos grupos anarquistas. Foi ficando claro que a revolução, a fazer-se, não poderia ser dirigida exclusivamente pelo Partido Republicano. Seria necessária a intervenção das unidades navais. Esta necessidade determinou a escolha da madrugada de 4 de Outubro para o início das operações. As coisas não correram bem, na noite do dia 3, dado que a coordenação do plano militar falhou e a revolução esteve seriamente comprometida, logo na madrugada do dia 4. Alguns dirigentes do Directório chegaram a reconhecer a derrota e o próprio Cândido dos Reis, chefe militar da revolta, pôs termo à sua vida. Ao invés da maioria dos oficiais, o guarda-marinha Machado Santos, com alguns sargentos e cadetes, optou por resistir. Era membro da Carbonária e, de facto, foram os grupos civis armados da Carbonária que, ao longo da manhã do dia 4, impediram o estrangulamento da insurreição. Ao fim do dia 4, a relação de forças invertera-se. O Rei foge de Lisboa para Mafra e daqui para a Ericeira, de onde parte para Inglaterra. Cerca das 10h do dia 5, a República é proclamada nos Paços da Câmara Municipal de Lisboa (Câmara que o PRP já conquistara nas eleições de Novembro de 1908).

 texto com adaptações consultado em http://www.cidadeimaginaria.org/bib/Portugal10-40.pdf

Revolução portuguesa

Em 1910, em que o

Partido Republicano

Une contra a monarquia.

Bombas nas ruas de

Lisboa mostram revolta e da

Infiltração da

Carbonária nas Forças

Armadas nasce a

 

Proclamação da REPÚBLICA

A revolução republicana eclodiu na noite de 4 de Outubro de 1910. As operações tinham sido organizadas pelo capitão Sá Cardoso e pelos tenentes Helder Ribeiro e Aragão e Melo, oficiais de carreira. Estavam previstos três ataques simultâneos: ao palácio real das Necessidades, onde deveriam prender o rei, ao Quartel-General e ao Quartel do Carmo, onde funcionava o comando da Guarda Municipal.

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