Portugal 1910

Em 1906, ano de glória

Nasce o Sporting Clube de Portugal

Em Lisboa não há memória

De outro nascimento igual!

Em 1907, salta imponente do brasão

De D.Fernando Branco, Pombeiro

Aquele majestoso rei, o leão

De todos os animais o primeiro.

Em 1910, Alvalade foi presidente

O seu nome ficou na História.

E em cada frente a frente

O leão conquista a vitória!!!!

(poema da nossa autoria)

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ANTÓNIO SILVA (1886-1971)

É um dos mais marcantes actores portugueses de sempre.  António Silva trabalhou com os melhores realizadores ao longo de mais de 30 anos de carreira. Estreou-se no teatro em 1910 e em 1921 passou a primeira figura de cartaz. Oriundo de uma família modesta, começou a trabalhar cedo como aprendiz de empregado de balcão, mas felizmente o destino guardou-lhe maior ventura. 

Ao longo da sua longa e gloriosa carreira como actor, António Silva criou dezenas de personagens inesquecíveis que  ainda hoje fazem as nossas delícias. Foi um actor notável e marcará para sempre a época dourada do cinema em Portugal. António Maria da Silva nasceu em Lisboa em 15 de Agosto de 1886 e morreu 85 anos depois. Começou a trabalhar cedo, como aprendiz de empregado de balcão e aos 16 anos tinha por hábito assistir a todas as peças que passavam no Teatro D. Amélia, na Rua do Tesouro Velho, o actual Teatro São Luiz. A ligação ao cinema aconteceu quando António Silva integrou o grupo Fitas Faladas, que dobrava filmes mudos, passados no Salão Ideal, na Rua do Loreto, ao Camões. Estreia-se no Teatro da Rua dos Condes, com a companhia de Alves Costa, na peça “O Novo Cristo”, de Tolstoi, em 1910. Parte em “tournée” para o Brasil em 1913, país onde se estreia no cinema, participando nos filmes “Convém Martelar” e “Coração Gaúcho”, em 1920. Nesse ano ainda, casa-se com Josephina Marco, filha do cantor italiano Giuseppe Paccini e de Guilhermina Marco. Fica no Brasil até 1921. Regressa e, até 1932, vai fazendo várias revistas no Teatro Variedades e no Maria Vitória. Em 1933, António Silva interpretou o alfaiate Caetano, na “Canção de Lisboa”, de Cottinelli Telmo, o seu primeiro filme em Portugal e que o tornou figura incontornavelmente popular junto do público. Fez uma dupla de sucesso com o seu parceiro Vasco Santana, especialmente em “Senhora da Atalaia” e “Alto Lá com o Charuto!”Em 1944 ganhou o prémio “Actor do Ano”, do SNI (Secretariado Nacional de Informação), pelo seu desempenho em “A Menina da Rádio”. É nesse ano que faz a sua entrada para a companhia de António e Francisco Lopes Ribeiro, Comediantes de Lisboa, no Teatro da Trindade. Ficou na companhia apenas nas duas primeiras temporadas. Com eles representou todas as peças que levaram ao palco até 1946. Deu provas do seu enorme talento com o papel de Doolitle, em 1945, na peça “O Pigmaleão”, de Bernard Shaw. Em 1950 formou uma sociedade artística que explorou o Teatro Apolo durante dois anos, em que participaram actores como Irene Isidro, Laura Alves, Ribeirinho, Barroso Lopes e Carlos Alves. Trabalhou com Leitão de Barros, Jorge Brum do Canto, António Lopes Ribeiro, Arthur Duarte e Perdigão Queiroga, alguns dos realizadores com quem se cruzou durante mais de 30 anos de cinema, numa carreira gloriosa e que enche de saudade e orgulho o povo português.

 

 

 

 

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A primeira instituição portuguesa dedicada à aviação e grande responsável pela divulgação da aeronáutica no nosso país, o Aero Clube de Portugal, foi fundada em 11 de Dezembro de 1909. Seria através desta instituição que até ao nosso país se deslocaria o piloto francês Julien Mamet.

Em 27 de Abril de 1910,  pilotando um Blériot XI, foi ele o autor do primeiro voo realizado em Portugal: descolou do Hipódromo de Belém, campo provisório de aviação do Aero Clube de Portugal, descreveu um largo círculo a 50 metros de altura, sobrevoou a Casa Pia, bordejou o Tejo e regressou novamente ao Hipódromo.
 Este primeiro voo realizado em Portugal contagiou, naturalmente, os portugueses. Alberto Sanches de Castro, depois de alguma instrução recebida em França, viria a ser o primeiro português a voar em território nacional, a 27 de Setembro de 1912, no Mouchão da Póvoa de Santa Iria, perto de Lisboa. O aviador português pilotou nessa altura um Voisin Antoinette (segundo o site do Museu do Ar) ou um Blériot com motor Anzani (segundo o site do Aero Clube de Portugal).

 

Foi do Aero Clube de Portugal que saíu a comissão formadora da Aviação Militar, oficialmente constituída em Portugal em 1914, com a criação da Escola de Aviação Militar (Exército) e Aviação Naval (Marinha) e em 10 de Maio de 1917, numa sessão realizada na Sociedade de Geografia de Lisboa, foram entregues os diplomas de piloto aos 13 primeiros pilotos militares portugueses: Azeredo Vasconcelos, Sarmento Beires, Sousa Gorgulho, João Luis de Moura, Luis Cunha e Almeida, António Cunha e Almeida, Miguel Paiva Simões, Pereira Gomes J., Olímpio Ferreira Chaves, Rosário Gonçalves, Duvale Portugal, Aurélio Castro e Silva e José Joaquim Ramires.
Para a obtenção deste brevet militar aqueles treze pilotos tiveram que realizar algumas provas. Uma dessas provas consistia na realização de um voo, em linha recta, entre Vila Nova da Rainha (concelho da Azambuja), onde se situava a Escola de Aeronáutica Militar, e a localidade de Estremoz, numa extensão de aproximadamente 140 quilómetros.

Informação retirada de http://www.gorgulho.com/artigos/aferes.html

[acp05a.jpg-]

imagem em http://3.bp.blogspot.com/_FEcHJfaMW1o/SWeg-DLR6sI/AAAAAAAAGsw/Qpp5cv_JWpo/s1600-h/acp05a.jpg

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